O México enfrenta grandes problemas no âmbito da segurança cibernética devido ao crescimento acelerado da atividade digital, à baixa conscientização sobre a segurança cibernética e às leis que precisam ser atualizadas.
Se você não for um lobo, acabará sendo um cordeiro.
A falta de conscientização sobre segurança cibernética faz de nós presas atraentes para predadores on-line. Mais importante ainda, se não tomarmos ações proativas de proteção para dados e sistemas, seremos candidatos ideais para ransomware, malware e phishing.
Além disso, essa defasagem pode levar a práticas inadequadas, como senhas fracas ou falta de atualizações de software, facilitando ainda mais a vida dos criminosos cibernéticos. E tudo isso pode atrasar a detecção de ameaças e a resposta a possíveis ataques. E acredite, os ataques são recorrentes.
O México é atraente para os criminosos cibernéticos. No país, há muitos usuários que ainda não avaliam corretamente os riscos cibernéticos. Além disso, a Lei de proteção de dados pessoais do México é de 2011, o que significa que não está adaptada às novas ameaças e desafios da internet. Embora também seja verdade que uma nova lei de segurança cibernética já esteja em trâmite, como já compartilhamos anteriormente.
A sofisticação dos criminosos cibernéticos
Os grupos criminosos no México estão se profissionalizando cada vez mais. Eles estão utilizando o território nacional para testar seus ataques nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Especificamente, há um aumento preocupante no sequestro de dados empresariais em várias partes do mundo. Conhecido popularmente como ransomware, esse ataque envolve a criptografia de arquivos ou limitação do acesso a um sistema de computador por um indivíduo, que exige um resgate em troca da liberação ou descriptografia.
O México não é exceção a essa praga. Em 2023, o país ocupou o segundo lugar na América Latina em termos de detecções desse tipo de malware. E até agora, em 2024, o ransomware continua sendo um problema significativo. Esses ataques causam imensas perdas econômicas, como veremos a seguir.
Ataque cibernético contra a Coppel
Sim, a grande empresa mexicana. Essa gigante do setor de lojas de departamentos (e de serviços financeiros!) foi alvo de um ataque sofisticado que prejudicou significativamente o funcionamento da loja virtual, causando erros, lentidão na navegação e impossibilidade de finalização de transações de compra.
Diversas fontes falam de no mínimo 48 horas de paralisação dos sistemas e de semanas de recuperação gradual dos serviços. Além disso, embora essas sejam apenas estimativas preliminares, as perdas econômicas aparentam ser superiores a 100 milhões de pesos (aproximadamente 5,5 milhões de dólares) e não se sabe se a recuperação total foi possível até o momento.
O ataque cibernético não só impactou negativamente as operações da plataforma on-line, mas também o funcionamento regular dos armazéns e da Administradora de fundo de pensões (Afore).
Se isso pode acontecer com uma empresa dessa dimensão, imagine a devastação que um ataque cibernético bem-sucedido representa para uma empresa de pequeno ou médio porte. E sim, organizações menores e com menos visibilidade também são alvo de criminosos cibernéticos.
Ou seja, somente por meio de uma combinação de medidas preventivas e de uma maior conscientização sobre a importância da segurança on-line é que o impacto de futuros incidentes no país será mitigado de modo efetivo.
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